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Tributo ao Mestre Cartola
     

Fotos do Evento
 
Dr. Sérgio Conversa com os participantes do Evento. Participantes do Evento
 
Gente de todas as idades. Luciana membro do FECONEZU - SJC
 
Grupo Nossa Raíz Thiago e CIA de Cunha
 
Grupo Nossa Raíz e Luis Dr. Sérgio observando o evento
 
Os amigos do Thiago Nosso parceiro Thiago e seu amigo
 
Regina e sua amiga Nosso amigo Wilsinho
 

Regina , Amiga, Dra. Paula e Luciana

Participantes do evento
 
Dr. Sérgio conversa com os participantes do evento Participantes do evento compra CD do Grupo Nossa Raís
 
O nosso mestre cuca Participantes do evento
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Dr. Sérgio Francisco Luiz - Cardiologista abre o Tributo ao mestre Cartola.

Considerado o maior sambista da história por diversos músicos, Cartola nasceu no Rio e passou a infância no bairro de Laranjeiras. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a mudar-se para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma pequena favela. Na Mangueira fez logo amizade com Carlos Cachaça e outros bambas, se iniciando no mundo da malandragem e do samba. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu para se proteger do cimento que caía de cima. Era um chapéu-coco, mas o apelido Cartola pegou assim mesmo. Com seus amigos do morro criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira, a verde-rosa, nome e cores escolhidos por Cartola, que compôs também o primeiro samba, "Chega de Demanda". Seus sambas se popularizaram nos anos 30 em vozes ilustres como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda. Mas no início dos anos 40, Cartola desaparece do cenário. Pouco se sabe sobre essa época além de que brigou com os amigos da Mangueira e que ficou mal depois da morte de Deolinda, a mulher com quem vivia. Especulou-se até que houvesse morrido.
Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros.
Porto tratou de promover a volta de Cartola, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados.
Em 1964 Cartola e a esposa Zica abriram um bar-restaurante-casa de espetáculos na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia shows de samba e boa comida, reunindo no mesmo lugar a juventude bronzeada da Zona Sul carioca e os sambistas do morro.
O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego publico e compondo seus sambas.
Em 1974 gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo É um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço" e "Alegria". Ainda nos anos 70 mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte.

Foi um grande sucesso o tributo à Cartola, pois ele é um exemplo a ser seguido pela raça negra brasileira. Um homem simples que valorizou a cultura e raça negra, e jamais deixo de amar a sua origem.

Cartola e Seu Pai
Cartola "Acontece"
 
A Equipe do Destaque Negro e a Literacia agradece à todos os participantes de nosso evento.
 
 
 

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