ASSEDIADO, QUEDOU-SE SUBMISSO AO AFETO
DO OUTRO, QUE NUM ÁTIMO DE MISERICÓRDIA,
LHE ACARINHAVA A CABEÇA.
MENDIGAVA POR ISSO, POR BECOS E VÃOS
HÁ TANTO QUE, QUANDO A ESMOLA FOI-LHE DADA,
NÃO RECONHECEU O SENTIMENTO.
ERA MAIS DO QUE ACREDITAVA SER OBJETO.
NA VERDADE RECONHECIA-SE ABJETO.
E ASSIM, NÃO LHE RESTAVA NADA
ALÉM DO LADO ESQUERDO DA RUA.
ONDE ROTO E ESFARRAPADO
ESGUEIRAVA-SE À ESPERA DO DESPREZO.
MISERÁVEL ESTAVA, E ASSIM O SERIA.
HABITAVA A MISÉRIA E ASSIM CONTINUARIA.
NÃO SE RECONHECIA NA CONDIÇÃO HUMANA.
UM VERME ERA MAIS DIGNO QUE SEU SER INFAME.
POUCO LHE RESTAVA...
FALTAVA-LHE A ESSÊNCIA DE SER
E COMO TAL RECONHECER-SE NO DIREITO E NO DEVER DIVINO
DE UMA VIDA A VIVER!