DESTAQUE NEGRO

 
"O futuro da Raça Negra só depende de nós"




6 Anos prestando serviços a Comunidade Negra de São José dos Campos e Vale do Paraíba.

 

  O ano eleitoral e as obras    
 

 

 

Wagner Balieiro Engenheiro - vereador e presidente do PT de São José dos Campos
Infelizmente, é comum aparecerem em ano eleitoral obras públicas em quantidade muito superior aos outros anos. Em São José dos Campos a história não deve ser diferente. Para 2012, são prometidos investimentos milionários em obras viárias, prédios e serviços que poderiam ter sido feitos bem antes pelo governo do PSDB. Isso sem contar que a cidade já há alguns anos vem sofrendo com sérios problemas nesta área. Em 2011, mesmo com dinheiro em caixa, vimos obras da prefeitura, de todos os tamanhos, atrasadas, erradas e até abandonadas, como a reforma da escola Ilga Pusplatais ou o restauro da Casa de Força e Luz de Eugênio de Melo, por exemplo.

E isso tem explicação: má gestão! A começar pelas planilhas utilizadas para a contratação dos serviços, totalmente incompatíveis com a realidade da obra. Mesmo quando a prefeitura contrata a elaboração do projeto executivo, caso da Arena de Esportes, hoje a maior obra "em andamento" na cidade. Lá, o tal projeto contratado ainda não está concluído, mas já foram necessárias adequações nas fundações. Depois de três meses a obra tem 70% de atraso em relação ao cronograma original. Outro exemplo é a obra do Fó- rum, com mais de 1.500 alterações, que culminaram em atraso e muitas promessas de entrega não cumpridas. Inauguração, só em 2012. Melhor parar com os exemplos, por falta de espaço. Cabe, porém, lamentar que por problemas de gestão nenhuma grande obra da prefeitura tenha sido concluída este ano --Fórum, Cefe (Centro de Formação de Educadores) ou Arena, que juntas somam perto de R$ 90 milhões em dinheiro do povo.

Até em pequenas obras de troca de piso em escolas houve problema. Os serviços realizados foram bem diferentes dos contratados e a duração dos trabalhos, prevista para dois ou três meses, arrastou-se por mais que o dobro do tempo, prejudicando alunos e professores.
Em 2011, o "Teatro Invertido" foi destaque nacional e o governo do PSDB teve de assumir a desorganização administrativa e a falta de controle de documentos, que culminaram nesse absurdo. E teve a restauração da piscina do poliesportivo do Eugênio de Melo, uma obra comum não fosse um detalhe: ela nunca foi usada pela população, depois de quatro anos do início das obras, e já está passando por reparos. Aliás, piscina não é o forte desse governo, que conseguiu inaugurar e interditar na mesma semana obras no Altos de Santana e no Cerejeiras.

A falta de funcionários da prefeitura, para fiscalizar e até para elaborar projetos e encaminhamentos na licitação, também contribuiu para atrasos de construção de escolas, creches e unidades de saúde. Mas isso também não serve como desculpa, porque muito pouco foi feito para mudar essa realidade.

Então me pergunto: e as promessas para o ano eleitoral? Dezenas de obras devem começar em 2012, mas do jeito que está podem custar muito caro para a população. É só lembrar 2008, após a eleição, quando a cidade tornou-se um canteiro de obras paradas -algumas paralisadas até hoje ou jamais entregues, como a reforma na escola Juvenal Machado de Araújo, onde se encontrou até trabalhador dormindo em banheiro, o próprio "Teatro Invertido" e o Cefe, que já teve seu custo elevado em mais R$ 5 milhões.

Nossa esperança e nossa torcida é que em 2012 possamos mudar este panorama. Que com atitude e vontade política possamos fazer nossa cidade sair do noticiário da má gestão em obras públicas e garantir o respeito e a admiração que São José merece.

   

 

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