Ogum
(gum: “guerra”)
 |
Orixá africano, filho mais velho de Odudua, foi fundador de ifé e por seu caráter guerreiro se tornou Rei de Ire.
É o Senhor da guerra e batalhas contra o mal. Mensageiro direto de Oxalá e comandante de todos os Exús, por isso sempre antes de se trabalhar com o povo de Exú (em incorporações), deve-se pedir permissão a Oxalá e para que Ele ordene a Ogum a guarda do terreiro e dos filhos de santo.
Ogum, defensor dos fracos e oprimidos, vence todas as demandas pois possui o ferro como seu elemento e o fogo como sua força. Das guerras é o Senhor, nas demandas empresta seu valor, nos combates é o mais aguerrido e poderoso dos orixás.
Reina nos raios do ritual e da magia, é o regente de todos os exús e compreende desde o mais primário espírito da natureza até os mais evoluídos elementais, além da multidão de espíritos humanos desencarnados, os quais trabalham nesta espinhosa faixa, difícil e complexa cheia de sentimentos quase sempre mais inferiores dos encarnados no planeta.
Seu campo de ação é o etéreo-astral, onde age com poder arbitrário, submetendo tudo e a todos à sua vontade, para levar aos necessitados o seu concurso em prol de uma causa justa. Monta num fogoso cavalo branco, símbolo das intenções puras, que defende em todos os transes da vida humana, espelhando nos arreios de prata a grandeza de sua missão cheia de perigos porém sempre vencedor. Sua capa vermelha ondula ao vento e armado de lança e espada está sempre pronto a batalhar contra o mal.
Ogum é força e poder. Com ele o filho de fé poderá descortinar os altos ideais do espírito. Senhor do ritual, a casta sacerdotal tem no grandioso orixá apoio integral como dono da magia.
Ogum dirige os trabalhos que correspondam à evolução dos elementaes nos vários reinos da natureza, destacando-se sua ação nos rios, beira-mar, matas, estradas de ferro, entradas e saídas de vilas e cidades e cemitérios. Supervisiona também todas as encruzilhadas situando-se no centro das mesmas onde manifesta a expressão máxima de seu poder.
Saudação: Ogunhê" (Olá Ogum) e "Patakoriê Ogum"
Número: 2 e 7
Elemento: Fogo
Chacra: Umbilical (plexo solar)
Parte do corpo mais vulnerável: Articulações
Metal: Ferro
Cor: Vermelho
Astro: Marte
Símbolos: Ferramentas de ferro, lança, escudo e espada
Dia da semana: Terça-feira
Local de oferendas: Ogum recebe oferendas em vários locais conforme a qualidade do orixá: estradas, encruzilhadas, mar, rios, matas, etc.
Data consagrada: 23 de abril
Bebida: Cerveja branca
Comida: Costela ou bagre assado no dendê enfeitado com rodelas de cebola e batatas também passadas no dendê, colocado tudo sobre uma farofa de farinha de mandioca com dendê. Acompanha uma vela branca de cera e sua bebida.
Aves: Galo vermelho e branco
Frutas: Coco, morangos
Flores: Rosas, palmas e cravos vermelhos
Algumas ervas sagradas: Espada de São Jorge, lança de Ogum, losna, açoita-cavalo, eucalipto, quebra-tudo
Arquétipo
Os filhos de Ogum são de uma praticidade metódica, violentos, briguentos e impulsivos, raramente mudam de opinião, não gostam de ser criticados, não perdoam facilmente. São egocêntricos, orgulhosos, francos e intransigentes porém difíceis de serem odiadas. Estabelece seus ideais precocemente e os persegue energicamente e não se desencorajam diante dos obstáculos. Triunfam onde qualquer outro já abandonou o combate. Possuem um humor mutável, ora tendo furiosos acessos de raiva ora tendo o mais tranqüilo comportamento. Seu sucesso é construído por seus próprios méritos. Autoconfiante, vivaz, enérgico, gosta de vestir-se bem. No que se refere ao coração são românticos mas possessivos e gosta que seu lar gire em torno de si. |