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Quilombo inconsciente.
Preconceito que não se sente.
Racismo que está aí, mas não está.
Que o fato de não dizer, já diz.
Onde o preto é quase pobre.
E ser preto é ser pobre.
Ontologia.
Desta “democracia”.
Segregação encoberta pelo subterfúgio da igualdade.
Erga-se!
Contra espectro pérfido, que nubla o cotidiano.
Rememore Zumbi.
Liberte-se!
De si mesmo.
Pueris temores.
Sua cor?
Frívolo critério.
És humano, sobre-humano.
Sorria!
Lembre-se de Candeia.
Cartola, Mandela.
Revolte-se como Malcom X.
Drible a vida como Pelé.
O preto é negro, porque sintetiza todas cores, todas as coisas.
África, origem de todos homens.
Questione sempre!
Apenas por questionar.
Toque na feriada!
Desmascare hipocrisias.
Grite alforria todos os dias.
Sonhe!
A guisa “lutherkinguiana”.
Imponha-se!
Como o Rei Xangô.
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Privilegiado és tu.
Não negue o que o espelho diz.
Dobre a vergonha que te escraviza.
Abrace-me!
E sigamos juntos.
Rumo a um eldorado chamado futuro.
Ou melhor, dizendo, Palmares.
Por Leonardo David da Silva Luiz
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